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Março 30, 2007

Passou..!

Sabia que devia ter anotado! Eu pensei que não ia esquecer data de tamanha importância, mas aconteceu. Estão perdoados todos que já esqueceram aniversários, comemorações de namoro/casamento ou equivalentes. Só não perdôo aqueles que já esqueceram o próprio filho na escola (acontece, e causa traumas).

No último sábado, dia 24, o blog completou um ano de existência. Sinceramente? Grande coisa. Não sou muito de festejar datas, tudo o que começa irá um dia acabar e a maior parte dessas coisas não deixará qualquer marca, muito menos saudade. De qualquer maneira, fica aqui a lembrança.

A todos que, por querer, por acaso ou por despeito, entraram aqui um dia e leram algumas linhas, meu muito obrigado (eu sei, vocês prefeririam outra coisa, mas fazer o quê?).

Março 15, 2007

Santos Futebol Clube: uma realidade que incomoda

O ano era 1995. Eu tinha oito anos recém completos na data fatídica que decidiu o Campeonato Brasileiro: 17 de dezembro. Apitada pelo árbitro bicampeão Márcio Rezende de Freitas, que dali a dez anos repetiria o feito, a partida terminou em 1 x 1, dando o título ao Botafogo, que ganhara o primeiro jogo. O que os registros da partida esquecem, mas os santistas não, é o gol mal anulado de Camanducaia, que daria o título ao Peixe.

Ali começava, pelo menos para mim, uma trajetória de injustiças.

Tive que esperar mais sete anos para ver meu time sagrar-se Campeão Brasileiro, em 2002. Em 2004, mais sujeirada. No segundo turno do campeonato, Santos e Atlético-PR disputavam a liderança ponto a ponto, mas não na bola. A cada gol legítimo de Deivid que era anulado, um pênalti era marcado para o Atlético, que conseguiu assim alçar à artilheiro o jogador Washington. Sem mandos de campo na Vila e sem Robinho, afastado por causa do seqüestro de sua mãe, o Santos é aclamado Campeão Brasileiro de 2004, contra tudo e contra todos, ganhando na bola o que tentaram lhe tirar no apito.

Em 2005, o Santos tinha Giovanni vestindo novamente o manto sagrado, com vontade de ir atrás do que lhe fora roubado em 95. Jogando como sempre, foi elemento indispensável na vitória por 4 x 2 em cima do Corinthians. Mais tarde, foi tornado público o escândalo da arbitragem, assim como a declaração de Edílson Pereira de Carvalho: "Tentei (ajudar o Corinthians), mas o Santos era muito melhor". Tentando com mais afinco, O STJD anulou onze partidas, dando ao Corinthians a chance de redisputar pontos perdidos e, por conseguinte, lucrar 4.

No último domingo, mais vergonha no mundo do futebol. Dessa vez, surge a ajuda de uma aliada poderosa: a mídia. O Santos empatou na Vila Belmiro com o São Paulo pelo placar de 1 x 1. A partida deveria, no entanto, ter acabado pelo menos em 2 x 1. Jonas, aos 26m do segundo tempo, em posição legal, marca o então gol de empate do Santos, que, conforme os costumes, é erroneamente anulado. Tudo bem, caso isolado, o futebol dá margem a esse tipo de erro, no caso cometido pela auxiliar Ana Paula Oliveira. Já nos acréscimos, Carlinhos, com chuteiras dadas por Robinho, empata finalmente o jogo.

Porém, as chamadas que se vêem logo após o término do jogo na internet são parciais: "Santos arranca empate nos acréscimos" ou "Santos sofre mas mantém liderança". No decorrer da semana, mais notícias sobre a briga de torcidas no clássico e da falta de segurança do estádio santista. Não vi dizerem a verdade: quem começou a baderna foi a torcida organizada do São Paulo, a Independente. Saiu até um retrospecto sobre problemas na Vila mais famosa do mundo, listando objetos já atirados ao campo. Resultado: querem o veto do alçapão para o clássico contra o Corinthians e para a final do Paulista. Lembrando que não é a primeira vez que o São Paulo consegue esse feito: o Atlético-PR também não pôde jogar em casa a primeira partida da final da Libertadores-2005. Aposto que quase ninguém ficou sabendo que, após o erro de domingo, Ana Paula Oliveira vai trabalhar na A2 (segunda divisão).

Estão pintando o Santos como grande vilão e o São Paulo, como mocinho. Um perigo para as pessoas que sofrem da famosa mentalidade de rebanho. Se eles precisam de uma ajudinha fora dos gramados, azar o deles. Líder do Campeonato Paulista desde o começo, líder do seu grupo na Libertadores com aproveitamento de 100% em cinco jogos sem sofrer um gol sequer, o Santos vai provar a que veio mais uma vez.

Contra tudo e contra todos.

Março 10, 2007

Passa tempo?

Corre tempo! Voa tempo!

Mais alguém precisando de umas horinhas à toa? Confesso que por enquanto estou me saindo bem, mas não sei se vou conseguir agüentar a correria por muito tempo!

...

Thiago me passou essa corrente e prometi responder:

Como eu blogo?


Ora, eu abro o bloco de notas e começo a escrever. Escrevo muito, porém pouco é tornado público. Tenho uma pasta chamada "rascunhos" cheia de arquivos que só sairão de lá em direção à lixeira. Em síntese, eu blogo escrevendo, pois escrever é (ou ao menos deveria ser) a parte mais relevante de um blog. Por conseguinte, é - ou ao menos deveria ser - a parte melhor trabalhada.

Mas então, como eu escrevo?

Como
Adv.
1. De que maneira;
2. A que ponto; com que intensidade;


Uma pergunta difícil de responder. A parte mecânica, claro, é simples: parte-se de uma idéia que, depois de escrita, é publicada. Aí está de que maneira eu blogo.

Mas a que ponto ou, pior, com que intensidade? Não sei dizer. Não escrevo para alguém, não escrevo para provar algo. Talvez, e essa seria uma resposta muito simplista, para ter lembranças perpétuas e acompanhar o próprio desenvolvimento.

E você, como bloga?