Julho 31, 2006
Rodada do fim de semana
Sábado, 18h10: Palmeiras 4 x 2 Paraná
Fim de jogo, os repórteres vão ao campo entrevistar os jogadores. Alceu, zagueiro do Palmeiras, é o primeiro:
Repórter: E aí Alceu, que jogão contra o Paraná, hein?
Alceu: Ah, com certeza, né? A gente tá trabalhando bastante, conseguimos outra vitória né, a gente agradece a todos que apoiaram a gente.
Repórter: E aquele golaço, Alceu, você vem treinando esse tipo de jogada?
Alceu: Ah, com certeza, né? A gente tá sempre treinando muito, a gente tinha praticado umas cobranças de falta, aí tivemos oportunidade daquela distância e pude fazer o gol.
Repórter: E o Palmeiras continua com 100% de aproveitamento depois da pausa do Brasileirão...
Alceu: Ah, com certeza, né? A gente suou bastante e finalmente saímos da zona do rebaixamento.
Domingo, 16h00: São Paulo 0 x 4 Santos, clássico Sansão.
Fim de jogo, todos os jogadores do São Paulo vão para o vestiário com exceção, claro, de Rogério Ceni:
Repórter: E aí Rogério, apesar do time reserva ter ganhado da Ponte Preta há duas rodadas hoje a história foi diferente...
Bambi-mor: Pois é, o São Paulo escolheu poupar os jogadores para a partida decisiva de quarta-feira, se os titulares estivessem em campo a história poderia ter sido muito diferente.
Santos podia ter ganhado de muito mais, Geílson nem jogou hahahaha. E dá-lhe Chivas.
Domingo, 18h10: Internacional 0 x 0 Grêmio, clássico Grenal.
A-B-S-U-R-D-O! Baixaria antes mesmo do jogo começar, brigas e até incêndio... Eu entendo que tava frio, mas não era o momento para fazer uma fogueira com plástico e, hum, dejetos. He.
Domingo,18h10: Santa Cruz 1 x 0 Corinthians
É, a coisa vai muy mal, hermanos. Hehe.
Julho 30, 2006
Ah, as artes...
Apesar de não ser nem um milésimo de uma artista e muito menos uma grande admiradora das artes, eu achei este link bem legal aqui ó: Art.com artpad. Eu desenhei esse lindo patinho (foi MUITO difícil). Clique em "add to this painting" e tenta adicionar umas algas no fundo. Desenhei o símbolo do Carrefour e postei nessa comunidade. Bacana.
Aí tive a curiosidade de ver outros desenhos. Tente, clique em "view another". Vários desenhos abstratos, declarações de amor, homens e mulheres de palitinho em diversos cenários, até uma reprodução (quase) fiel de Jack Sparrow.
Então me deparei com um Van Gogh. MARAVILHOSO! O cara que desenhou isso com aquelas ferramentas horríveis (bem, eu achei....) é realmente um artista. Isso é talento. Talento é a diferença que faz alguém reproduzir um quadro renomadíssimo ou desenhar um patinho feio na lagoa. O mais interessante é que, se você clicar em "skip to beginning", você pode assistir Will Fan pintando a tela! Uma dica? Pode pôr no fast que, mesmo assim, vai demorar uns quinze minutos.
Continuei fuçando nas obras de arte alheias e achei outro do Will, um horizonte não menos maravilhoso. Essas flores estranhas também me chamaram a atenção, muito bem feitas.
Beautiful, huh?
(...)
Segunda-feira chegando e trazendo as aulas consigo. Fazer nada é viciante...
Julho 26, 2006
Dos sonhos
Eu estava em casa, me arrumando. Minha roupa era maravilhosa! Um vestido preto estilo anos 40, com uma saia rodada bem engomada, corpete e alcinhas. Não sei nada de moda, mas vou descrever assim. Ao redor da cintura, uma fita rosa bem sutil. A minha bolsa também era D-I-V-I-N-A! Não lembro com detalhes, mas era preta e rosa, combinando com o vestido.

Na próxima cena, eu estava indo pra formatura em si. Uma chuuuuuuva que parecia não acabar mais. Minha mãe dirigindo o Palio velho, um carro que foi nosso por oito anos. Uma coisa nos meus sonhos é que eu sempre me encontro no passado. Já mudei de apartamento há quatro anos, e nos sonhos 'minha casa' é sempre o antigo. Freud explica. De qualquer jeito, minha mãe dirigia pela JK, uma das avenidas da cidade, pela qual passei todo dia durante sete anos indo e voltando do colégio. Na verdade, ela estava indo pro colégio, mas a festa foi em outro lugar (onde foi minha formatura da oitava série). Meu irmão e minha avó no banco de trás. Meu pai não pôde ir porque estava viajando (como de fato está).
Bom, chego na festa, cumprimento as trilhões de pessoas conhecidas, colegas, professores, faço aquele social e tal. De repente, uma conhecida que nunca fui muito com a cara, mas que não seria de bom grado revelar o nome, chega em mim e diz:
- Oi Mary! Nossa, como você é corajosa, veio de tênis!
Eu penso: "Quê?! De tênis?!" Olho para os pés e lá está, tênis mesmo! "Meu Deus, que absurdo! Como eu pude esquecer de trocar os sapatos antes de sair de casa? Como ninguém viu?" Mas ok, nada de desespero. Enquanto minha mãe e meu irmão vão "guardar um lugar" no salão, minha avó vai me levar de volta para eu trocar os sapatos. Claro, eu ainda não dirigia em 2004 e aparentemente minha avó também não. Só entrava na contra-mão (ou, claro, aprendeu a dirigir na Inglaterra), eu me desesperei e peguei eu mesma a direção. Aquela chuva e tudo escuro, porque não existia poste ou farol. Eu prestando atenção no trânsito e pensando "hum, posso pegar aquela minha sandália preta de duas tiras e strass, ia ficar lindo (ela existe realmente, e foi com ela que fui na minha formatura verdadeira do colegial). Mas não, olha essa chuva, melhor eu pegar um sapato fechado, acho que vou pôr o scarpin preto". E ao mesmo tempo, eu tive a brilhante idéia de ligar para o namorado e chamá-lo para ir, assim de última hora, já que, como o meu pai não ia, ia sobrar um dos quatro convites (sim, no meio do caminho esqueci da minha avó). Assim fiz, na hora de ligar, o celular e o carro evoluíram e se tornaram os atuais.
Chego em casa, troco os sapatos, vou começar a voltar. Ligo pro namorado de novo, pergunto se ele tem uma roupa social, ele diz que sim e que vai, posso passar na casa dele que ele estará pronto num minuto...
Assim acabou. Acordei tããão triste por não ter de verdade aquele lindo vestidinho. Quantas vezes isso já não aconteceu, eu acordar brava na hora que ia comer um big mac onírico. Nas férias, minha mãe me traz leite na cama (eu sei, uma vergonha haha). Um dia, eu crente que ela estava lá, com uma xícara, eu sento na cama, pego a caneca, vou beber e puf! Não tem leite nenhum. Tonta. Isso que dá acreditar só no que os olhos vêem!
(...)
II Concurso de Blogs
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Julho 21, 2006
Marcelinho, o passarinho
Quando eu tinha cinco anos, meu irmão nasceu. Por causa da concorrência, meus pais acharam por bem me dar um passarinho. Não sei a lógica. Talvez para me distrair, para eu imaginar que tinha meu próprio filhote ou simplesmente porque eu quis, quem sabe? Então eu ganhei um canarinho macho marrom-mesclado.
A babá de casa era corintiana roxa e só ouvia pagode. Ela era apaixonada pelo "Só Pra Contrariar" e pelo Marcelinho Carioca. Pois eu batizei meu canário de Marcelinho. Graças a Deus, pus só o primeiro nome, senão essa história deixaria de ser parte das 20 histórias mais embaraçosas da minha vida e passaria para o top 5 (quem sabe um dia eu não faço um post a la Alta Fidelidade). Claro, Alexandre Pires seria pior. O problema é o impacto que causa ter tido um pássaro nomeado em "homenagem" a tal pessoa.
Mas perdoem-me, eu tinha apenas cinco anos.
Um dia, enquanto eu estava na escolinha, Marcelinho fugiu enquanto limpavam a sua gaiolinha (aquele ingrato). Desesperada, a moça que trabalhava em casa na época ligou para a minha mãe, que disse para ela correr na pet shop (acho que naquele tempo chamava loja de animais, mesmo) e comprar outro igual. Afinal, todos os canários marrom-mesclado são parecidíssimos. E lá foi Maria (sim, homônima).
Porém, naquele dia a loja só tinha canários-fêmea. Parecia um detalhe irrelevante, então Maria, instruída por minha mãe, levou um assim mesmo.
Quando eu cheguei em casa naquela tarde, tudo parecia igual. Mas a maior farsa da minha vida já estava em andamento...
(...)
Um tempo depois, eu comecei a ficar preocupada. Eu podia ter cinco anos, mas não era retardada. O motivo era óbvio: as fêmeas não cantam como os machos. Eles é que têm que impressionar o partido com o gogó. Comentei com a minha mãe e ela, em vez de abrir o jogo, resolveu levar o plano até as últimas conseqüências:
- Ah, filhinha, ele deve estar doente!
Me convenceu a entregar o passarinho para uma tia-avó que tinha um viveiro bem grande. E assim foi feito. Lá foi Marcelinho morar com outros muitos canarinhos de várias tonalidades. Eu o visitava eventualmente, ele parecia mais "alegre" e me contentei. Tinha feito a coisa certa como mãe.
Acontece que, depois de umas três visitas, o pássaro faleceu. A partir de então, toda vez que eu ia na casa da minha tia-avó ela me apontava um outro passarinho marrom qualquer. Teve vez que ele estava até "cuidando dos ovinhos enquanto a namorada dele comia". Foi realmente um plano muito bem bolado.
Foi sorte eu não ter criado laços de afeto muito fortes com o passarinho. Seria muuuito pior se eu tivesse sofrido por causa do Marcelinho Carioca...
Julho 13, 2006
A história de Rodriga - Parte III
Um pouco úmida devido ao orvalho matinal, depois de uma noite fria, mal dormida e cheia de pesadelos, foi que Rodriga teve a idéia. Bem, na verdade seu primeiro pensamento foi: Mas que p...! - conteve-se ao perceber que Árvore a observava - Achei que tivesse tido um sonho ruim, mas ainda estou nessa m**** dessa pedra, com fome, frio e, ainda por cima, molhada!" Molhada... Molhada?
- Riacho?
Ora, óbvio, como Rodriga não tinha pensado nisso antes? Se o rio conseguisse mandar um jato e tirá-la da pedra, não só ela poderia brotar como já estaria aguada! Era o plano perfeito. Exceto que o rio não era das melhores pessoas e, ao contrário da Árvore, tinha pressa demais... Rodriga tentou fazer sua pergunta mais gentil e enfeitada, rodeando os detalhes da história, mas Riacho mandou cortar a besteira e ir logo ao ponto. "Estou presa, me tira daqui?" Mais direto, impossível.
Porém, como um bom e abundante rio, que, claro, corria para o mar, Riacho perguntou o que ganharia com isso. Foi então que Rodriga percebeu que talvez Riacho se superestimasse demais. E, como ela já não tinha acordado com o melhor dos ânimos, perdeu a linha e foi logo passando sermão. No meio da discussão, quando Rodriga estava prestes a se debulhar em lágrimas, Árvore tomou partido e parece que foi o maior discurso da história da flora. Mentira. O maior mesmo ainda é o que ocorreu após o Dilúvio, se não me engano.
Já estava quase escurecendo quando Árvore pareceu querer encerrar. Rodriga, que tinha sono fácil, tinha cochilado várias vezes e Riacho, muitíssimo sem paciência, ignorou só para não dar o braço a torcer. Esses rios... Tarde foi (mesmo) quando ele percebeu que era só dar uma esguichadela para acabar com aquele falatório. Sem dizer nada, começou a jorrar. Árvore só notou quando seu tronco ficou molhado, já que isso não acontecia normalmente, a não ser, claro, quando chovia, e resmungou um "obrigada" um tanto engasgado.
Rodriga se assustou. Não estava preparada! Mas não pôde esconder o entusiasmo e Riacho, a princípio ajudando a contragosto, contentou-se ao socorrer alma tão frágil. Infelizmente, era a época das secas - o rio não se encontrava em toda a sua abundância. Mesmo com a pedra encharcada, Rodriga não conseguiu escorregar para um pedacinho de terra. Depois de vê-la decepcionada, bem que Riacho tentou com um pouco mais de garra, porém de nada adiantou. Disse um seco "bem, sinto muito, até logo" e continuou no seu leito.
Rodriga precisava de outra idéia brilhante...
















